Longa se fez a espera

Leoas e Leões,
depois de umas mãos cheias de dias a comer e a beber Sportinguismo junto à roulotte, está na hora de voltarmos a casa. Por outras palavras, está na hora de voltarmos à Tasca! As portas serão (re)abertas mais logo, pelas 17h, e, obviamente, gostava de ver-vos a todos presentes nesta festa verde e branca!
Espero-vos aqui, para seguirmos todos juntos!
bjs, abraços e até logo!

É bem, Yannick!

E o Sporting? Segue com atenção o Sporting?
Sigo o Sporting, claro. O Sporting é um clube que me marcou e irá marcar-me para sempre porque cresci no Sporting. Fico feliz por saber que o clube está a evoluir, até para o campeonato português é importante ter um Sporting forte. Acho que vai fazer um excelente ano e vai ser uma liga muito competitiva.

O final do seu tempo no Sporting representou provavelmente o período mais difícil da sua carreira. Há aí alguma mágoa relativamente ao Sporting?
Não, nenhuma. Não tenho tempo para estar com mágoas. Preocupo-me em olhar para a frente e para o caminho, e não para o que se passou. Faço uma pequena reflexão sobre isso e a frio sei que já passou muito tempo para guardar mágoas. O Sporting deu-me muita coisa, não posso estar a culpabilizar o Sporting por seis meses. Tudo o que o Sporting me deu, nunca conseguirei pagar.

Foi muito?
Desde os 14 anos que estava no Sporting. Pude fazer-me homem, ser um melhor ser humano e tornei-me futebolista profissional no Sporting. Portanto isso é impagável.

(in Maisfutebol)

dá-me o teu tupperware!*: «A Fé também se abate»

O que nasce primeiro: a confiança dos adeptos dada à equipa ou a confiança que a equipa dá aos adeptos? O pessoal adepto do relativismo irá dizer, como sempre, que as duas são parte do mesmo processo. Admiro a sagacidade, mas falta-lhe sabor. Nos meus tempos de leão exigente, fruto da arrogância de puto embirrante mete-nojo, cheguei a ir a Alvalade e sair sem ter saído da minha boca um simples elogio, nem sequer quando o jogo era bom, o que aconteceu muitas vezes. Hoje já não sou puto, mas continuo embirrante, principalmente com os que não sendo “putos” fazem o mesmo.

Acredito já há algum tempo, que tal como numa profissão qualquer, uma equipa ou um profissional a quem ninguém dá estímulo ou confiança, dificilmente irá realizar um bom trabalho. Já o contrário, não só é possível como acontece mais vezes do que o suposto. Basta olhar para treinadores como Mourinho, Hiddink ou Capello que, entendendo o suficiente dessa coisa chamada “motivação” são capazes tantas vezes com menos talento que o desejável de atingir resultados óptimos com uma regularidade surpreendente.

Na época passada, o Sporting não foi campeão mas, não andou muito longe de o conseguir…fora as questões da arbitragem que tiveram um peso dramático, notou-se que faltou alguma confiança, principalmente na série de empates em casa contra equipas “insuspeitas”. Reparei também que nessas mesmas partidas, a ansiedade dos adeptos gerou um clima de pré-desilusão que quase desculpava a fatídica descida do primeiro lugar. Quase como se todos soubessem que não era suposto o Sporting ter-se agigantado e jogado as garras à liderança. Os lampiões cavalgavam nas “abitragens limpinhas” e na melhor equipa dos últimos 30 anos…e nós cavalgámos no “ficar à frente dos tripeiros já era uma vitória”.

A diferença foi a crença. Faltou então ter enchido Alvalade de bancadas cheias de leões menos ansiosos, que tivessem “empurrado” a seriedade e humildade de Jardim para trás e injectado a equipa no relvado com a adrenalina típica dos grandes feitos. Sem culpas para ninguém…todos fizeram o que parecia melhor, mas é uma lição que não aprendemos. No início desta época, vejo a mesma “lavagem cerebral” ser operada nos media. Apesar dos sintomas graves de quem não tem dinheiro nem equipa e de quem tem jogadores mas não tem treinador, o Sporting mesmo exibindo uma saúde e alegria ímpares, é o último dos favoritos.

Já inumeras vezes escrevi sobre a boa preparação feita pelo Sporting e as boas escolhas (principalmente Marco Silva) realizadas com os meios disponíveis. Há sempre alguns que correm a dizer “cuidado, não embandeiremos em arco” ou “é preciso ficar desconfiados e fazer o nosso papel”. Mais uma vez, admiro a sagacidade, mas falta-lhe sabor. E futebol e momento, é sabor. Agarrá-lo com a certeza que não desaparece é a melhor coisa a fazer. Ignorar a crença e validar os receios é pura perda de tempo e energia. Se a equipa sentir que há sua volta apenas há confiança e expectativa positiva, não vai cair um meteoro no estádio, não vamos sofrer 5 golos nos primeiros 5 minutos, nenhuma entidade divina nos vai castigar biblicamente pela arrogância de acreditarmos nos nossos valores. Ao contrário do que também muitos acreditam, os jogadores não são bebés, não se estragam com mimos, bem pelo contrário. Acreditar em alguém transfere responsabilidade e não o contrário. Eu acho que uma equipa que entre em campo com 50.000 puros adeptos (sem putos embirrantes) a puxar pela sua exibição, dá umas hipóteses brutais de coisas épicas acontecerem.

Por favor, não se deixem levar pelo “corre por fora” e o “à espera que um rival surja menos forte” com que os fazedores de opinião nos cozem a cartilha…ignorem-nos e acreditem primeiro. Se a equipa devolve depois…ninguém sabe, mas será bem mais provável. Já vejo algumas “dores” pelo derby à 3a jornada, muitos lamps a depositarem fé que vão agarrar a equipa nessa jornada. Pois eu acho que nunca como agora correm o risco de a perder por inteiro. O derby não vai ser bóia de salvação, mas apenas a benção do leão ao fim do calvário de Jesus. Se nós acreditamos. A equipa também o irá fazer.

 

*às quartas, o Leão de Plástico passa-se da marmita e vira do avesso a cozinha da Tasca

A entrevista de Shika

shika(balanço dos primeiros meses) «Acredito que ainda não passou tempo suficiente, para que eu possa fazer uma avaliação correcta. Ainda não consegui mostrar coisa alguma, mas estou cheio de esperança e vontade de o conseguir. Sei que tenho muito para oferecer ao Sporting. Aliás, o meu grande desejo é oferecer aos adeptos o título nacional que lhes foge desde 2002. Conseguir ajudar este grande clube a conquistá-lo seria tremendo»

«A condição física foi a principal razão que me impediu de conquistar um lugar. Afinal, a exigência física que encontrei no Sporting era muito maior do que a que estava habitado no Zamalek»

«Fiquei muito triste por ter ficado no banco (contra Belenenses e Benfica) e, sobretudo, por ter jogado tão poucos minutos nesse torneio. No entanto, tenho perfeita noção que não posso reservar lugar no onze só porque me apetece… Este processo de adaptação é gradual e sei que tenho que trabalhar muito até o concluir com sucesso»

«Posso jogar nos dois flancos e nas costas do avançado, mas prefiro as alas. Sei que é a partir dali que mais facilmente consigo entrar na defesa rival. Sobretudo, tendo em conta que, jogando a dez, terei mais adversários pelo caminho…»

«Posso garantir que o que mais me ajudou na adaptação a Lisboa e a toda esta nova vida, foi ter encontrado um balneário muito especial […] Do que mais gostei foi de ver que o presidente é extremamente ambicioso. Aliás, é incansável a puxar pelos jogadores e a pedir-nos a união necessária para conseguir feitos históricos para este clube e para os nossos adeptos»

«Marco Silva está sempre a puxar por mim. No fundo, passa a vida a insistir em demonstrar-me a melhor forma de eu conseguir colocar toda a minha habilidade ao dispor da equipa»

A receita do costume

Diz que o Jorge Jesus se tem queixado de dores. Nos entrefolhos e na alma.
Receando que o seu treinador passasse das palavras ao actos e largasse a cruz que vai carregando, o Luís Filipe tratou de receitar-lhe um dos seus analgésicos preferidos: Duarte Gomes é o árbitro da final da Supertaça.

p.s. – os prémios chegam com atraso, mas chegam, ó Duarte!